Extensões de coluna – Porque é que não chegas lá?

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O que é que dificulta/limita posturas de extensão de coluna como a ponte ou o camelo? Porque são tão difíceis para algumas pessoas?

A mobilidade da coluna e das articulações são normalmente as fortes condicionantes às extensões de coluna mais complexas, mas também há pessoas com dificuldades devido à falta de estabilidade ou força.

Quem tem dificuldade nestas posturas, normalmente tem um ou mais destes problemas:

  • Falta de mobilidade da coluna
  • Falta de mobilidade do grande dorsal
  • Falta de mobilidade nos ombros – muitas vezes peitorais pouco alongados, e hipercifose toráxica (a chamada postura “corcunda”)
  • Falta de mobilidade nos pulsos/antebraços
  • Falta de mobilidade na cintura pélvica (bacia) – sobretudo flexores da bacia demasiado tensos/ encurtados
  • Falta de mobilidade nos quadríceps
  • Falta de força ou estabilidade nos ombros/ braços (ou a incapacidade de ativar corretamente os diferentes músculos)

Nas posturas que envolvam extensões de coluna, estamos a trabalhar num sentido oposto à maioria das atividades que fazemos no nosso dia a dia em que nos “dobramos” sobre nós próprios.

Músculos em acção no arco para cima. Isto quer dizer que se trabalharmos posturas que envolvam extensões de coluna, estamos a trabalhar em todas estas vertentes e que por isso estes asanas são verdadeiros desafios mas também excelentes para melhorarem a flexibilidade geral de todo o corpo.

E estamos a trabalhar num sentido oposto à maioria das atividades que fazemos no nosso dia a dia em que nos “dobramos” sobre nós próprios – sentados, com os ombros descaídos para a frente.

Portanto, se achas que fazer a ponte é um desafio, começa já a trabalhar para isso. Aqui fica uma sequência de asanas que te irão ajudar a preparar as extensões de coluna mais difíceis.

 

Algumas posturas para aumentar a mobilidade e estabilidade necessárias para fazer extensões de coluna mais complexas.

Claro que é preciso ter cuidado na prática destas posturas para evitar lesões. Sobretudo quem tem muita flexibilidade ou hiperlordose lombar tem elevada probabilidade de colocar muita pressão na zona lombar. Também existem limites físicos à extensão da coluna: diferentes pessoas têm diferentes morfologias.

Por exemplo, o espaço entre as vértebras, pode ser bastante variável e para algumas pessoas, mesmo uma leve extensão leva a uma compressão entre as vértebras.

Portanto, em todas estas posturas é preciso sabermos ouvir o nosso corpo: se sentimos demasiada pressão na coluna, estamos a ir longe demais. Nestes casos é fundamental a supervisão de um bom professor que explique que músculos deve ativar durante as posturas e que ajude o aluno a ganhar gradualmente mobilidade e “espaço” entre as vértebras.

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