Detox de uma Vida

por:

Já fazia algum tempo que eu pensava em limpar o meu corpo profundamente. Em vários pontos da minha história, o assunto detox vinha à baila mas, por algum motivo, ficava-se por aí. Agora, agradeço que assim tenha sido…

Quando estive na Índia, no ano passado, a minha vizinha do quarto ao lado, no Ashram, fizera recentemente um Panchakarma – uma desintoxicação e purificação do corpo (e espírito), segundo os saberes milenares da Medicina Ayurvédica.

Ela sofria de Artrite Reumatóide, com tudo o que o síndrome inclui e representa (desde sintomas cutâneos aos musculo-tendino-articulares, passando pelos digestivos e mentais/emocionais, como aliás qualquer doença “autoimume” frequentemente apresenta) e referia melhorias imensas, que justificaram o abandono dos químicos dos quais dependera antes para viver sem dores.

Ao longo do tempo em que nos acompanhámos, em Rishikesh, eu observava em tom de curiosidade uma recuperação que eu sentia ter algumas falhas e ausências…

Particularmente, eu achava que a sua alimentação estava longe de ser a melhor, e ela ganhava peso a olhos vistos.
Ainda assim, dada a minha saúde cronicamente débil e sempre tão susceptível, eu estava disposta a experimentar também, um Panchakarma. Ou qualquer coisa do género.

Quando regressei a Portugal, tinha ideia de voltar à Índia daí a não muito tempo. Para, entre outras coisas, me enfiar num desses centros e deixar que cuidassem de mim… Só havia um problema. Eu não estava disposta a fazer alguns daqueles procedimentos.

Pareciam-me demasiado violentos para o organismo, contra-intuitivos e anti-naturais. Uma parte minha queria muito ir, mas a outra não estava totalmente confortável com a ideia.

Vim a perceber que a parte que queria ir era simplesmente aquela que só queria uma resposta efectiva para um sofrimento que começara ainda em pequenina.

Não fui. E ainda bem.

A Descoberta

Nesse Verão tive o primeiro contacto com a semente que mudaria a minha vida. Apesar de não a ter plantado logo de imediato.
“O Médico Medium” (Anthony W.) viria a dar-me todas as respostas, a tirar-me do buraco e a trazer-me de volta à tona de água (de onde, então, eu levantaria voo), da forma mais natural e airosa possível…

Mas, antes disso, antes do Inverno começar, voltei a ter. Uma daquelas crises que não conseguia explicar.

Iam de uma sensação de ter algo a carburar na barriga, numa dor dilacerante, a tremores e arrepios, uma náusea incontrolável, incapacidade de estar em pé, inflamação da pele, inchaço até aos 6 meses de gravidez e apagão mental.

E em Janeiro tive outra.

“Como é isto possível?! Eu faço tudo e já fiz de tudo, tenho uma alimentação saudável, e estou cada vez pior!… Já chega. “É a última vez que isto acontece.”, pensei.

Sempre tive um inconformismo de base, uma rebeldia inerente, uma força impulsionadora e persistência que nunca foram à bola com os dizeres da “aceitação”.

Aceito, pois, aquilo que não me diz directamente respeito ou partido, o comportamento e escolhas alheias, tudo o que não conta com ou depende do meu livre arbítrio.

Mas não aceito viver doente.
Não aceito sentenças.
Não aceito viver uma mentira.
Não aceito não saber o que se passa.
Não aceito viver na escuridão.
Não aceito não ter controlo sobre o meu corpo e não estar no comando da minha vida.
Não aceito desistir de mim e dos meus sonhos, ou viver aquém do meu potencial humano (o que, só para começar, inclui ser saudável).

E muito menos aceito compactuar ou contribuir com algo que não seja verdadeiro e benéfico para todos…
E, assim, algo me impeliu a debruçar-me sobre o fígado, sendo que pouco tempo depois encomendava o livro “Liver Rescue” (do Anthony também).

Não podem nem imaginar o que foi ter este livro nas mãos e começar a lê-lo pela primeira vez. A pureza e a verdade da informação transmitida levava-me às lágrimas.

Depois de muito estudo convencional e alternativo, formal e autodidata, na área da saúde e da cura, e depois de muitas experiências, ilusões e desilusões, desfeitas e desconsolos que resultavam em construções que nunca funcionavam, o conhecimento que naquele momento me chegou (e, posteriormente, nos restantes livros do A.), carregado de compaixão, completou um puzzle de muitos anos.

Foi como, finalmente, encontrar a chave que abre A Porta. A partir daí, foi ver a magia acontecer.

Não me fiz rogada, nem tinha tempo a perder. Pus mãos à obra na minha própria reabilitação.

Para quem não sabe, eu como que vivia dentro de um compêndio de doenças: síndrome auto-imune não especificado (algo entre D. Lyme, Lúpus, A. Reumatóide e Fibromialgia), com crises dispersas pelo tempo; eczema/rosácea que agravavam a cada novo inverno (a minha pele, em determinados momentos ficava uma “lixa” autêntica), herpes nasal e zona ocular frequentes (andava com inflamações nas córneas durante tempos e tempos, que os oftalmologistas não conseguiam explicar…), distensão abdominal crónica (que tantas vezes me impedia de respirar fundo e que levou muita gente a perguntar-me se estava grávida), acne cístico (com uma grande explosão pelos 23-24 anos, mas que ainda me revisitava mensalmente), refluxo gastro-esofágico, faringites e rouquidão recorrentes (que me obrigaram a afastar-me do meu amado canto), fadiga crónica, queda de cabelo e pêlos (falhas nas pestanas e sobrancelhas), sonos difíceis, nevoeiro mental, depressão, ansiedade, ataques de pânico, stress pós-traumático, despersonalização.

E as tais crises de vesícula/espasmos do fígado devastadoras, de quando em vez. Tudo isto causava-me uma enorme instabilidade emocional e em todas as áreas da minha vida, e falta de esperança no futuro.

Eu nunca sabia como ia acordar no dia seguinte e achava que não ia viver muito tempo…. Até transformar, ainda mais e mais uma vez, a minha alimentação. (Agora sinto que vou viver até depois dos 100, à vontade e feliz da vida.)

Antes mesmo ainda de por em prática o conhecimento absorvido, eu sabia que ia curar-me.

Pois já tinha olhado tanto para a chave como para a fechadura.
E elas complementavam-se.
E elas correspondiam-se…
E, provando-se verdadeiro, aquele saber materializou-se em um milagre atrás do outro.

E eu tenho vindo, nos últimos 6 meses (quando tudo começou), a ver todos estes sintomas que me acompanhavam, alguns já desde a infância, a desaparecer. Um por um, e um de cada vez.

E que saber é este?
É o saber o que está de facto por detrás de cada doença.
É o saber de facto o que alimenta aquilo que está por detrás e a doença em si, por consequência.
É o saber o que o nosso corpo e cada órgão estão realmente, a um nível físico e prático mas também profundo, a fazer por nós, desde que nascemos até que morremos.
É o saber como apoiar (e não prejudicar) esse trabalho indizivelmente incrível que o nosso corpo faz por nós, a cada instante.
É o saber o que nos oferecermos, em termos de nutrição, para que esse trabalho seja leve e alegre (e naturalmente eficaz), para que possamos gozar da Saúde e brilho plenos a que temos direito, em todos os níveis e ao longo de toda a nossa vida.

Sinto-me Eu

Pela primeira vez em muito tempo, sinto-me eu.
Enérgica, vibrante, radiante, rindo-me por tudo e por nada (estado de Graça literal), sempre na palhaçada, brincalhona, leve, tranquila, com uma clareza mental que não tinha há muito tempo e cheia de confiança no meu corpo e vida.
A minha voz está a voltar em grande poder e a minha pele cada vez mais sedosa, daqui a pouco como a de um bebé.
O que faltava às sobrancelhas está a voltar a crescer, e o inchaço da barriga a desaparecer.
Até os cabelos brancos estão a sumir-se.
Sinto-me forte, estável e equilibrada e os meus pensamentos têm-se elevado e optimizado por si. E o melhor de tudo….

Há algo mais a cada dia. Ao ponto de ir descobrindo bem-estares nunca antes navegados.

Não vou mentir. Não foi um processo fácil, no começo.

Os primeiros meses foram de purga intensa. Eu não tinha em quem me apoiar neste assunto e talvez tenha andado com o prego metido a fundo, a desintoxicar depressa demais, no entusiasmo de fazer tudo.

Tive, eu mesma, que ir navegando na intempérie e aprendendo a gerir sintomas e razão, e que encontrar um equilíbrio justo e saudável para todo o processo e para o meu dia-a-dia e vida.

Mas… Para estar onde hoje estou, na pele em que hoje me sinto, passaria por tudo isso novamente!

Porque se, por um lado, teria sido óptimo ter algo mais do que uns livros e todo virtual de onde beber, ter testemunhos não tanto de resultados e sucessos finais mas do processo em si também, a realidade é que a travessia solitária, a experimentação e os próprios erros/exageros/coisas que correram aparentemente menos bem, deram-me um outro conhecimento de causa e obrigaram-me a mais aprendizagens, competências, habilidades e discernimento.

A verdade é que o músculo da coragem está tonificadíssimo e já nada me mete medo naquilo que à Saúde diz respeito…

E isto é algo que verdadeiramente merece ser celebrado e partilhado aos sete ventos.

A Saúde é algo que merece ser celebrado e inspirado aos sete ventos!

Porque é a base para tudo na vida. É o ponto de partida. Sem saúde não vamos a lado nenhum, estamos presos.

Sem saúde, não nos cumprimos e nem aos nossos sonhos.

E, num mar de interesses, ilusão e desinformação estratégica, é um milagre encontrar algo que de facto nos serve.

Que funciona. E porque funciona – porque foi onde mais nada foi e trouxe uma paz que mais nada trouxe -, é a verdade.

A verdade que me salvou, e libertou (e a tanta gente mais, a contar). ❤️

Escreva uma resposta ou comentário

O seu e-mail não será publicado.