Biodanza e a Dança como meditação ativa

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Nesta sociedade global em que com toda a informação nos descobrimos múltiplos, continuamos a viver fechados no nosso estreito quotidiano, limitados na nossa visão pelo sistema, pelo dinheiro e por um sem-número de outras coisas.

Enquanto uns se preocupam com a construção de uma vida de sucesso, conforto material, poder, riqueza, outros, insatisfeitos com a formatação de vida que lhes é imposta, buscam atividades e formas alternativas de viver.

Felizmente, hoje são-nos disponibilizadas múltiplas atividades, práticas e ferramentas de desenvolvimento pessoal. Meditação, Yoga, Reiki e outras, são comuns e acessíveis hoje em dia. Tudo é uma questão de tempo, de escolha e de bolso.

Encasulados dentro da nossa individualidade, é urgente que demos algum espaço à nossa satisfação pessoal, investindo simultaneamente nos vínculos que, como seres socais, temos com a comunidade.

Eu reencontrei-me no desenho, na escrita e na dança.

Sou praticante de Biodanza, e gostaria vivamente de vos convidar a experimentar uma aula.

Geralmente fica à roda de 15 euros por aula ou 50 euros por mês, com uma aula semanal.

A Biodanza é uma corrente ou um movimento que vê a dança como espécie de meditação ativa e ferramenta de transformação de vida, do ser. Promove o vínculo que o indivíduo tem consigo mesmo, com a sociedade e com a Vida no seu todo. Fundada por Rolando Toro, é uma prática que consiste em dançar regularmente em comunidade fechada.

É uma atividade realmente terapêutica que, a mim, particularmente, tem trazido “insights” e transformações profundas.

Gostaria de partilhar com o leitor o testemunho de uma aula.

Era agosto, já faz cerca de três anos.

Um destes dias dancei, dancei pela tribo, pela humanidade e pela mãe-terra. E ao bater com os pés, em uno, formámos um ritmo harmónico.
Alguns exultavam de satisfação, outros exorcizavam a dor, a desilusão, a tristeza. Mas aquele momento foi de alegria, de reencontro do eu com os outros… Sentimentos múltiplos que todos ali vivenciámos.

Calhou ficar no centro de uma espiral, e o que dancei, dancei por mim e por todos, em união com o organismo vivo e pleno que é a mãe-terra.

E nesse ritmo que se experimentou, e que também ele se propagou em estados múltiplos de transe, nesse sentimento de Unidade e pela mãe-terra, dancei, com a alegria de quem alcançou a passagem.

Envolta em sorrisos sinceros, toda a magia se manifestou nesse sentimento.

Com alegria me despeço
Até breve

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