O tempo perguntou ao tempo… quando é tempo de abrandar?

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O relógio e o yoga

Nos primórdios dos tempos, a prática pessoal de yoga não era controlada pelos ponteiros do relógio e realizava-se junto à natureza, no bosque, num ambiente banhado de ar puro e com abundância de prana (força vital, energia).

O ritmo de vida citadina muitas vezes não se coaduna com a prática de yoga na natureza. Na verdade, os ponteiros do relógio até parecem ter um ritmo próprio e, não raras vezes, desgovernadamente rápidos.

Nestes casos, o praticante de yoga lá vai conseguindo, com uma dose certa de perícia e empenho, uma horita ou duas por semana para entrar num ginásio ou num estúdio. Nesse espaço de tempo respira, alonga, medita e revitaliza-se!

Mas o relógio volta a pregar partidas e, tal como uma criança de quem se diz ser traquina, volta a correr veloz, deixando a sensação de se escapar por entre os dedos. Adia-se a sensação de bem-estar e volta-se a estar embrenhado nos “afazeres”, nas preocupações, no trânsito, nas rotinas das compras nos espaços claustrofóbicos…

E a sensação de bem-estar e de conexão… volta a dar lugar ao aperto no peito, ao acelerar do ritmo cardíaco, ao estado de ansiedade e ao stress.

Como fazer para “combater” tudo isto? Como prolongar esta sensação de bem-estar que o yoga traz?

Ora, escusado será dizer que não há receitas ou que não há “milagres”. Mas pode começar por repensar o seu dia a dia e observar o que pode alterar para que seja mais leve e descomplicado.

Voltar à natureza

Talvez possa passar parte da hora de almoço no parque perto do seu emprego, fazer algum asana (posturas de yoga) na cadeira do escritório para relaxar e aliviar a tensão muscular ou, quem sabe, uns exercícios de pranayama (respiração) possam ser úteis para enfrentar uma situação que pareça mais difícil.

Observe, escute-se e vá fazendo progressivas escolhas à sua medida. Descubra o que funciona melhor para si. Encontre formas de levar para a sua vida aquela sensação de bem-estar da prática de Yoga.

E, já agora, deixo-lhe uma sugestão: experimente estar mais tempo em contacto com a natureza e usufruir dos seus benefícios.

Pode ser uma mata, um bosque ou uma floresta.
Tire o relógio, desligue o telemóvel e caminhe como se o fizesse pela primeira vez. Observe o que o rodeia, desde a mais pequena flor ao pássaro que voa lá no céu. Permita-se simplesmente estar. E, se assim o desejar, faça alguns exercícios de pranayama e/ou asana.

Pode também procurar, perto do local onde vive ou trabalha, uma prática de yoga na natureza, no parque, na praia ou até uma Caminhada com prática de yoga ou meditação.

Existem várias propostas, um pouco por todo o país.

Namastê.

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